15 de maio de 2011

Uma breve sentimentalidade

Todas as pessoas, ivariavelmente, um dia olham pra trás e pensam no tanto que já caminharam e no tanto de coisas que ficaram pelo caminho. Não sei, ao certo, como essa relação matemática deve ser para que as coisas tenham um certo equilíbrio. O que sei é que já andei muito chão. E que, quando olho pra trás, vejo um monte de cacos caídos pela estrada da vida. Coisas que, sem querer, me escaparam por entre os dedos, vazaram por uma fresta do coração, caíram da bolsa, escorregaram da mente. Como é engraçada a vida: quando somos crianças, temos as mãos, o coração e a bolsa cheios e nem fazemos ideia disso.

4 comentários:

Ana Marcela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Marcela disse...

Mas o que cai pela estrada abre um espaço... basta saber o que vc vai colocar no lugar.O problema é quando não nos damos conta do que muda, ocupa, escorrega, se vai..

Gabi disse...

É verdade, Cadu. Na maior parte dos casos a gente não se dá conta. Isso é foda!

Diego Ferraz disse...

Não notar tudo isso é ficar à beira de se tornar vazio.

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